segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Quando percebemos que algo não está bem conosco?


Um colega comenta que você está meio abatida, outra observa que você tem sorrido menos....
Você responde que está mais cansada, porque é final de ano, quer suas férias mas, um momento breve de solidão é suficiente para perceber que o cuidado com o seu lazer está precário, seu sono está fragmentado e aquela sensação de paz interior há muito não é experimentada. Para completar este quadro, outra pergunta: Você tem se alimentado corretamente?
- Eles estão certos, você não está bem. Está estressada.

O estresse é uma defesa natural do nosso organismo que perturba o nosso equilíbrio homesostático para alguma ação e que, em nossa realidade, nos faz viver a luta do dia a dia. Porém, não conseguimos manter nossa saúde incólume se vivermos longos períodos de estresse, sem conseguir reverter a situação. O desgaste constante de energia afeta nossa pressão arterial, nosso metabolismo, nossa pele, nossa função cardíaca e aquela nossa herança genética negativa.

No entendimento da psicossomática, nossas emoções motivam nossa conduta, tanto nas relações interpessoais quanto no ritmo e funções de nossos órgãos internos. Quando estamos vivenciando situações como essa, estamos corrrendo o risco de adoecermos e aí sim, ficarmos impossibilitados de realizar nossas competências diárias, inclusive a de buscar prazer. A maneira como lidamos com as contrariedades, preocupações, até mesmo as ofertas positivas que a vida nos apresenta, vai delineando nosso caminho entre saúde ou doença.

Geralmente, estamos tão envolvidos com os nossos problemas que não percebemos o início de um desequilíbrio da nossa saúde. Por isso, o olhar atento de um amigo pode ser o primeiro alerta a se considerar. Ao identificamos que nosso sono não tem sido nem tranquilo nem reparador, que estamos mais sensíveis que o habitual e que só cumprimos a agenda, é tempo de buscar ajuda para que novas e graves consequências não surjam.