segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Quando percebemos que algo não está bem conosco?


Um colega comenta que você está meio abatida, outra observa que você tem sorrido menos....
Você responde que está mais cansada, porque é final de ano, quer suas férias mas, um momento breve de solidão é suficiente para perceber que o cuidado com o seu lazer está precário, seu sono está fragmentado e aquela sensação de paz interior há muito não é experimentada. Para completar este quadro, outra pergunta: Você tem se alimentado corretamente?
- Eles estão certos, você não está bem. Está estressada.

O estresse é uma defesa natural do nosso organismo que perturba o nosso equilíbrio homesostático para alguma ação e que, em nossa realidade, nos faz viver a luta do dia a dia. Porém, não conseguimos manter nossa saúde incólume se vivermos longos períodos de estresse, sem conseguir reverter a situação. O desgaste constante de energia afeta nossa pressão arterial, nosso metabolismo, nossa pele, nossa função cardíaca e aquela nossa herança genética negativa.

No entendimento da psicossomática, nossas emoções motivam nossa conduta, tanto nas relações interpessoais quanto no ritmo e funções de nossos órgãos internos. Quando estamos vivenciando situações como essa, estamos corrrendo o risco de adoecermos e aí sim, ficarmos impossibilitados de realizar nossas competências diárias, inclusive a de buscar prazer. A maneira como lidamos com as contrariedades, preocupações, até mesmo as ofertas positivas que a vida nos apresenta, vai delineando nosso caminho entre saúde ou doença.

Geralmente, estamos tão envolvidos com os nossos problemas que não percebemos o início de um desequilíbrio da nossa saúde. Por isso, o olhar atento de um amigo pode ser o primeiro alerta a se considerar. Ao identificamos que nosso sono não tem sido nem tranquilo nem reparador, que estamos mais sensíveis que o habitual e que só cumprimos a agenda, é tempo de buscar ajuda para que novas e graves consequências não surjam.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do Professor

No dia de hoje é tão bom lembrar-nos daquelas pessoas tão importantes na nossa história e na nossa formação.

Daqueles que eu admirava e reconheço como modelos, até outros com os quais não me identificava, mas que respeitava mesmo assim. Desde a minha primeira professora, D.Eleonora (que dava conta sozinha de 46 alunas) tantos já passaram e ainda outros estão fazendo parte do meu dia a dia.
A profissão de professor é uma vocação. Lembrando Ruben Alves,'Educar não é ensinar respostas. Educar é ensinar a pensar', penso esta vocação no sentido de um chamado, no sentido de uma necesssidade de dividir experiencias e estimular o potencial alheio.

Gosto de exercer esta função. Dizem que no primeiro dia sempre assusto os alunos com meu jeito de propor um contrato da relação professor-aluno, mas ao final de cada ano sempre sou reconhecida pela dedicação e progresso dos pupilos. Gosto das mudanças que sempre acontecem comigo por causa deles.

Sendo assim, fico extremamente injuriada com o status que atualmente é legado ao professor: esta situação de prestador de serviço do aluno, do pai do aluno......que tem como função esperada instruir corretamente o aluno a completar as questões dos exames, absorver os conteúdos programaticos e decorar tabuadas e formulas.

Hoje mesmo, vi noticiario de mãe de aluno que foi reclamar da nota da filha e atacou fisicamente a professora. Depois, disse à reportagem que se sobesse que isto viria a ser tão noticiado teria espancado muito mais. Estou bege!

Qual revolução precisamos organizar pra que este quadro se transforme?










quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A Redação no Vestibular


A época do vestibular está próxima e tem sido assunto constante, a ansiedade gerada pelo medo do desempenho nas provas.

Todos temem o branco na hora H; mas, além das técnicas comportamentais de concentração e de relaxamento, outras habilidades podem ser adquiridas ou enriquecidas.
Esta semana tenho conversado sobre um destes momentos que referem dificuldades:a ‘tal’ redação do vestibular. 

Neste momento da vida não é mais esperado uma narração ou descrição e sim, uma dissertação na qual você deve apresentar reflexões e questionamentos sobre um determinado tema escolhido pela banca. 

Ora, uma das suas novas e bem experimentadas habilidades  atuais é criticar e ser criativo nas possibilidades de mudanças que o mundo pode proporcionar. Entretanto,  pode acontecer de você se  sentir travado para registrar no papel sua opinião sobre o tema apresentado na prova.

Sabe aquela(o) colega que sempre é elogiada(o) pelas redações? Não é só talento,porque sem uma prática constante do ato da escrita, somada a um interesse pela boa literatura, não acontece o sucesso do seu texto.

Ler bastante e de tudo um pouco, enriquece nosso vocabulário e nos mostra diferentes estilos de escrita. Treine, pelo menos uma vez por semana, com assuntos do seu interesse. Vá adiante do número de palavras do twitter.

Costumo dizer que que cada um de nós conta um fato a sua maneira, mesmo que vivido em conjunto,  porque  cada um de nós o experimenta de acordo com a nossa afetividade, ou seja, com nossas emoções e compreensões individuais.

Mostre o seu ponto de vista sobre o tema como se estivesse discutindo com alguém que voce admira e te respeita. Aproveite os textos de apoio para ver se você concorda ou não com o apresentado neles.

Pense na sequencia de seus argumentos – você pode rascunhar para não se perder, ou fugir do tema - e desenvolva-os com coerência. 

Veja bem: Você pode, ao final, até concluir que depois de refletir sobre os prós e contras, ainda não tem certeza do que realmente acredita, ou que ainda não pode tomar determinada decisão baseada nesta reflexão. Aqui o que importa é a sua discussão sobre o tema.

Ah, cuidado com a ortografia, concordancia verbal......letra legível....

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sessão de Terapia - nova série na TV

Alguns clientes tem me perguntado sobre a nova série que tenta retratar o universo do nosso trabalho de psicoterapeutas. 
Estava curiosa com a maneira como iriam mostrar qual é nosso objetivo e como o nosso trabalho é diferente de uma conversa com um amigo íntimo.
Eu via as chamadas do canal fechado e tinha uma sensação de ja vu
Hoje me lembrei de uma série (cancelada) da HBO - In Treatment - que abordava com muita seriedade os dramas dos pacientes e os conflitos do psicoterapeuta. Assisti poucos episódios das tres temporadas e espero que esta versão nacional faça tanto sucesso quanto a versão original (Be Tipul - de Israel).
Estou satisfeita, inicialmente, porque o protagonista é um psicólogo e não um psiquiatra, como uma oportunidade de valorizar nossa formação profissional. Depois, porque esta produção não se preocupa em rotulá-lo como psicanalista, como se fosse a única abordagem eficiente e segura de terapia: não há o clássico divã ou associação livre de palavras. E ele parece receber os clientes em casa, o que para alguns psicanalistas é algo impossível. Além disso, a sensibilidade da direção promete emocionar a audiência com o sofrimento e o infortúnio das personagens.
Vai ser interessante também discutir a importancia da supervisão do psicoterapeuta, como fundamental para que ele não incorra em erros éticos e mantenha sua sanidade mental.
Espero que esta série contribua para a quebra dos preconceitos que ainda impedem o acesso da maioria das pessoas ao nosso trabalho. E, para nós profissionais, que possamos nos orgulhar da nossa vocação.
Até agora eu gostei do que vi.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Sono Nosso de Cada Dia

Quando aquela sonolencia vai batendo e podemos nos entregar aos braços, ou às asas de Morfeu .....
O sono é uma experiencia importante de nossa vida; este estado de mudança de consciencia tem variadas funções, todas benéficas para o nosso organismo. Adoro dormir. Costumo dizer que quando estou com fome e cansada, prefiro dormir a fazer uma boa refeição. Sempre percebi a capacidade restaurativa da energia que o sono proporciona. Infelizmente, não é assim para um grande número de pessoas. Desde o ano passado venho estudando a arquitetura do sono nas variadas fases da vida do indivíduo, assim como seus distúrbios e tratamentos.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mudança de olhar

É sempre dificil viver mudanças.
Parece que quando são pra melhor, ninguém reclama. Mas às vezes não reconhecemos este melhor, na hora de abandonar velhos hábitos,e sofremos mesmo assim.
A rotina é velha companheira e a preguiça é forte imã a nos prostar na acomodação.
Hoje pensei na mudança do olhar. Sabe aquela hora quando pedimos para nossos pais deixarem de nos ver como crianças, mesmo que já sejamos adultos?
Pois então, não é que fazemos a mesma coisa com eles!
Não é fácil olhar para nossos pais sem enxerga-los como independentes, saudáveis, vigorosos e incansáveis.
Resistimos bastante a vê-los como pessoas mais frágeis e dependentes, impacientes com nosso ritmo e com dificuldades de acompanhar as novidades e tendências de diversão dos netos.
Estou vivendo a necessidade desta mudança de olhar, pra poder acompanhá-los com paciência, carinho e a atenção que eles me deram quando eu era dependente, frágil e ingênua.