-Meu nome é Glaury
- Glória? Claudia?
-Glaury ( soletrando: G L A U R Y )
-Que nome diferente! de onde é?
E, quando estou com paciência conto que minha mãe estava tão apaixonada quando se casou que uniu o nome dela (Gláucia) e o do meu pai (Ary).
Quando pequena achava chato ter um nome que ninguém conhecia, porque não entendiam e dava trabalho de explicar; no início da adolescência, lembro de desejar ter um nome bem comum, para me apresentar para os meninos nas danceterias.
Foi aos 16 anos que isso começou a mudar; comecei a gostar muito do meu nome, da sua sonoridade, da criatividade da minha mãe, de brincar de escrevê-lo de diversas maneiras e de ser a única a usá-lo. Fui uma adolescente típica, rebelde, criativa, insegura, mística e sempre apaixonada.
Assim começou o meu processo de identidade pessoal e também, uma de tantas escolhas que começaria a fazer: qual carreira seguir?
Entre tantas fiquei entre duas: ser musicista ou ser psicóloga.
Logo eu me dei conta de que eu sempre me interessava por textos, filmes, dramas, que abordavam a compreensão analítica do indivíduo e de que minha disponibilidade em ajudar as pessoas deveria ser melhor ajustada.
A faculdade foi uma fase inesquecível, fonte de grandes descobertas e fortes relações afetivas. Encantei-me pela possibilidade de ter instrumentos técnicos para ajudar aos outros em suas angústias. E confirmei o quanto eu gosto de gente.
Enquanto fazia minhas especializações, trabalhei como professora de acompanhamento escolar; professora de piano; bancária (por muito pouco tempo) e instrumentadora cirúrgica.
Além do consultório, logo fui convidada a participar de um serviço ambulatorial de atendimento à adolescente, já como sexóloga, e tive a oportunidade de trabalhar com profissionais fantásticos, sob a coordenação do grande mestre Nelson Vitiello, assim como a contribuição sempre pontual e segura de Isméri Conceição. Lá, aprendi a importância de uma atenção profissional específica ao jovem adolescente e a gratificação que este trabalho dá ao cuidador.
Começaram as cobranças para que eu publicasse meus trabalhos e eu, sempre fugindo dos prazos, me sentia confortável só falando, fazendo palestras, dando aulas aos residentes da maternidade, nos cursos de pais e professores, apresentando-me em congressos, etc.
Isto porque eu adoro falar! Adoro contar uma estória!
Entretanto, esta última década tem me apresentado um exercício de redação técnica, que me tirou do conforto, e este blog é a celebração de uma habilidade que eu já começo a gostar.
Adoro também comentar e esclarecer questões sobre educação e saúde psicossocial, sexualidade e costumes contemporâneo. Este é o meu propósito.
Sejam bem vindos!
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