No dia de hoje é tão bom lembrar-nos daquelas pessoas tão importantes na nossa história e na nossa formação.
Daqueles que eu admirava e reconheço como modelos, até outros com os quais não me identificava, mas que respeitava mesmo assim. Desde a minha primeira professora, D.Eleonora (que dava conta sozinha de 46 alunas) tantos já passaram e ainda outros estão fazendo parte do meu dia a dia.
A profissão de professor é uma vocação. Lembrando Ruben Alves,'Educar não é ensinar respostas. Educar é ensinar a pensar', penso esta vocação no sentido de um chamado, no sentido de uma necesssidade de dividir experiencias e estimular o potencial alheio.
Gosto de exercer esta função. Dizem que no primeiro dia sempre assusto os alunos com meu jeito de propor um contrato da relação professor-aluno, mas ao final de cada ano sempre sou reconhecida pela dedicação e progresso dos pupilos. Gosto das mudanças que sempre acontecem comigo por causa deles.
Sendo assim, fico extremamente injuriada com o status que atualmente é legado ao professor: esta situação de prestador de serviço do aluno, do pai do aluno......que tem como função esperada instruir corretamente o aluno a completar as questões dos exames, absorver os conteúdos programaticos e decorar tabuadas e formulas.
Hoje mesmo, vi noticiario de mãe de aluno que foi reclamar da nota da filha e atacou fisicamente a professora. Depois, disse à reportagem que se sobesse que isto viria a ser tão noticiado teria espancado muito mais. Estou bege!
Qual revolução precisamos organizar pra que este quadro se transforme?

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