É sempre dificil viver mudanças.
Parece que quando são pra melhor, ninguém reclama. Mas às vezes não reconhecemos este melhor, na hora de abandonar velhos hábitos,e sofremos mesmo assim.
A rotina é velha companheira e a preguiça é forte imã a nos prostar na acomodação.
Hoje pensei na mudança do olhar. Sabe aquela hora quando pedimos para nossos pais deixarem de nos ver como crianças, mesmo que já sejamos adultos?
Pois então, não é que fazemos a mesma coisa com eles!
Não é fácil olhar para nossos pais sem enxerga-los como independentes, saudáveis, vigorosos e incansáveis.
Resistimos bastante a vê-los como pessoas mais frágeis e dependentes, impacientes com nosso ritmo e com dificuldades de acompanhar as novidades e tendências de diversão dos netos.
Estou vivendo a necessidade desta mudança de olhar, pra poder acompanhá-los com paciência, carinho e a atenção que eles me deram quando eu era dependente, frágil e ingênua.
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